Andrei Thies confessou o assassinato após a juíza Cinthia Cibele ler o trecho da denúncia que relata o momento do assassinato.
Andrei Thies também negou uma possível agressão que Mariana teria cometido contra Andreia. "Já perguntei diversas vezes à minha mãe se isso ocorreu. Ela nega. Diz que apenas segurou no braço da Andreia".
O MP acredita que além de Andrei, Amilton e Mariana têm envolvimento direto no crime. Andrei diz que o pai biológico da filha mais velha de Andreia nunca pagou pensão para a filha. Segundo ele, quem ajudava era a mãe adotiva de Andreia.
"Eu cheguei a agredir a Andreia em duas vezes. Na primeira, eu a segurei pelos braços e a balancei, jogando-a em cima da cama. Ela me pressionava muito psicologicamente. Cobrava cada vez mais dinheiro", afirmou o sargento em relato à Justiça.
"A constituição da minha família - eu, Andreia e as duas meninas - foi muito maluca. Houve muita bagunça. Hoje tenho consciência que não posso ser pai"
Andrei Thies falou também em seu interrogatório sobre a relação dele com Andreia. Confira trechos do relato:
"A Andreia me amava de fato. Para mim, devido a tudo o que já tinha acontecido, não existia outra mulher"
"Eu tinha obsessão em satisfazê-la sexualmente. Mas nos últimos tempos nem isso estava mais ocorrendo"
"Eu me tornei um assassino não foi no dia 22 de agosto de 2007. Eu me tornei um assassino quando eu trai a Andreia em pensamento, quando passei a sentir ódio por ela"
"Eu já matei várias pessoas em pensamento. Com o ódio que sentia no coração"
"A Andreia foi uma traidora da minha felicidade"
"Hoje eu tenho condições de dizer o que foi que fiz. Eu não me sentia culpado. Para mim, quem tinha a culpa pelo crime foi a Andreia. Com a terapia que faço, mudei a minha opinião"
FONTE: TRIBUNA DO NORTE
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